quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Casa da Cultura de Arapiraca abre a exposição “Múltiplos Olhares” e reafirma que obra de arte também é poesia





Casa da Cultura de Arapiraca abre a exposição “Múltiplos Olhares” e reafirma que obra de arte também é poesia.


    A arte que se pendura nas paredes também escreve versos. Às vezes, não com palavras, mas com cores, texturas e silêncios. É com esse espírito que a Casa da Cultura de Arapiraca abre, nesta segunda-feira (23), às 19h, a exposição “Múltiplos Olhares”, reunindo artistas que transformam o cotidiano agrestino em poesia visual.



    A mostra é um encontro de sensibilidades. Reúne obras de Keka Barbosa, Cícero Brito, Cícero Dário, Edmário Calixto, Laércio Moreno, Marcelo Mascaro e outros nomes que compõem uma verdadeira paleta de identidades. Cada quadro exposto é uma narrativa sobre o Agreste, suas cores, suas memórias e suas inquietações. Não se trata apenas de técnica, mas de pertencimento.



    Entre telas e traços, a exposição também apresenta as esculturas do Mestre Zezinho Arapiraca, cuja produção carrega o colorido e a força simbólica da cultura popular. Suas peças dialogam com a tradição, com o povo e com a história, reafirmando que o patrimônio material é também guardião da alma coletiva.


Artes da Exposição


    Realizada pela Prefeitura de Arapiraca, por meio das Secretarias de Cultura, Lazer e Juventude e da Secretaria de Educação, a exposição inaugura o calendário anual da Casa da Cultura com a proposta de valorizar os talentos locais e fortalecer o consumo da arte produzida na própria cidade.

    O diretor da Casa da Cultura, Aermerson Barros, destaca a importância de manter viva a cultura das artes visuais como forma de preservar o patrimônio histórico material de Arapiraca. “Múltiplos Olhares” é mais que um título — é a afirmação de que a cidade se enxerga por diferentes ângulos, estilos e gerações, sem perder sua essência.

Para o blog Território dos Poetas Vivos, a exposição reafirma uma verdade simples e profunda: toda obra de arte é poesia. Há poesia no gesto do artista, na escolha da cor, na escultura que nasce da madeira ou do barro. Há poesia no olhar de quem contempla.

Em Arapiraca, a arte não apenas ocupa paredes. Ela ocupa espaços de memória, identidade e resistência. E quando a cidade se reúne para celebrar seus artistas, ela também celebra sua própria história — escrita, pintada e esculpida em múltiplos olhares.